segunda-feira, 4 de abril de 2011

innocent

Custa-me crer. Depois de toda a frieza, toda a masculinidade, toda a força que mostraste da pior maneira, como é que não percebes? Toda a falsidade que gira à volta daqueles a quem tu chamas de amigos, não notas, não sentes? 
Tanta coisa, tantas palavras, tantos olhares, tanto tudo para quê? 
Hipócrita, lembro-me de te ter saído isto da boca. Hipócrita, eu? Tanta hipocrisia em volta daqueles a que tu chamas de família e tu continuas inocente, como se ainda fosses uma criança. Dá-me pena, mas não é por, quando abrires os olhos descobrires, é por não me ouvires agora. Porque eu sussurrei, eu falei, eu gritei tudo isto e não ouviste. 
Vais ser sempre assim, inocente? Inocente e frio, que contraste.
Inocente, não te preocupes, não é o fim. Continuas com o mesmo brilho para mim, continuas o mesmo (apesar de tudo). Vais ter mais Dezembros, vais ser mais feliz.
Um dia, quando tu entenderes que eu só te queria proteger, eu já não estarei por perto, mas não me procures. Eu quero seguir, ir, passear, voar, sonhar, eu quero um adeus definitivo, porque isso, isso magoa muito menos.


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